quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Café Inteligente: Mundo das Idéias de Platão

Teoria dos dois mundos de Platão


A teoria dos dois mundos criada por Platão (“mundo sensível e mundo inteligível ou mundo das ideias”) destaca-se como o cerne do pensamento platônico. Platão através de suas observações percebeu que alguns fenômenos estavam em constantes mudanças, e havia algo que nunca se modificava. A primeira parte é o mundo dos sentidos, do qual não podemos ter senão um conhecimento aproximado ou imperfeito, já que fazemos uso de nossos sentidos. Neste mundo dos sentidos, tudo "flui" as coisas simplesmente surgem e desaparecem. A segunda parte é o mundo inteligível, o mundo das ideias gerais (inteligível), "das essências imutáveis, que o homem atinge pela contemplação e pela depuração dos enganos dos sentidos”.

Platão viu a maioria da humanidade condenada a uma infeliz condição. Assim ele explicita os dois mundos  no famoso “Mito da Caverna” narrado por Platão no livro VII do Republica. Esse mito é, talvez, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, em qualquer tempo, para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade, ou seja, a condição humana.

Com essa metáfora – o tão justamente famoso Mito da Caverna – Platão quis mostrar muitas coisas. Ele traçou o desconforto do homem sábio quando é obrigado a conviver com os demais homens comuns. Hostil à ideia da vida monacal ao estilo dos pitagóricos, Platão foi incisivo: o conhecimento do sábio deve ser compartilhado com seus semelhantes, deve estar à serviço da cidade, ou seja, O Governo dos Sábios deve ser compartilhado.

Platão afirma que se um dos homens conseguisse se libertar e contemplar a luz do dia, os verdadeiros objetos, ao voltar à caverna e contar as descobertas aos companheiros seria dado como louco. Os homens presos conhecem apenas o mundo sensível, já o liberto conheceu a verdadeira essência das coisas, conheceu o mundo das ideias.

O mundo material, assim, somente se torna compreensível através da hipótese das ideias, mas tal afirmativa deixa em voga um problema, já que a existência do mundo das ideias não basta a si mesmo.

Em outras palavras... Platão dizia que o mundo que conhecemos - aquele que podemos perceber ao nosso redor, com os cinco sentidos - não é o verdadeiro. Assim, ele, a realidade não esta no que podemos ver, tocar, ouvir, perceber. A verdade está no mundo das ideias,  mundo  imutável , permanente, eterno. Mas como encontrar essa verdade? Só o pensamento pode nos levar até lá.

Para Platão, devemos nos libertar da sedução dos sentidos para atingir a verdade pelo mundo da ideia, pois o que percebemos pela sensação do nosso entorno  são simulacros (cópias malfeitas) das ideias. É como se a natureza e as pessoas fossem uma cópia de modelos que só existem no mundo das ideias. Assim, pode-se distinguir a verdade do falso, o igual do distinto, a essência da aparência.


Platão nos mostrou um modo de análise do mundo onde há uma oposição entre  o bem e o mal a partir de modelos fixos, de ideias.



REFERÊNCIAS

PLATÃO. Coleção os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
PLATÃO. A República. São Paulo: Nova Cultural, 2000.

Platão E A Distinção Entre O Mundo Sensível E O Mundo Das Idéias Disponível em:http://www.webartigos.com/artigos/platao-e-a-distincao-entre-o-mundo-sensivel-e-o-mundo-das-ideias/6969/

DURANT, Will. A História da Filosofia. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1997
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 12ª ed. São Paulo: Ática, 1999.

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